Fichamento: Teoria do não-objeto
Ao ler Teoria do Não-Objeto, de Ferreira Gullar, é possível entender que o não-objeto busca inovar e se afastar das definições e usos pré-estabelecidos pelas épocas artísticas, que tentavam moldar o objeto conforme os estilos em alta, como no cubismo. O não-objeto propõe uma relação mais direta com o observador, estimulando uma experiência sensorial e pessoal, em que cada um cria sua própria interpretação. Ele precisa do espectador para se completar, já que a interação é parte essencial da obra. Como quer romper com as limitações tradicionais, o não-objeto não tem moldura nem base, se inserindo no espaço real de forma livre. Outro ponto importante é que ele não tenta imitar nada já existente. Essa proposta deixa clara a diferença entre o objeto comum, que tem função e nome definidos, e o não-objeto, que vai além do uso prático e da designação verbal.
A teoria de Gullar aparece como uma resposta aos limites da arte moderna. Enquanto o Concretismo dos anos 1950 defendia a racionalidade e a objetividade, o Neoconcretismo — que veio depois — criticava essa rigidez e valorizava a interação sensorial. O Neoconcretismo, assim, se conecta com a proposta do não-objeto, ao colocar a experiência do espectador no centro da arte.
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