Vilém Flusser - Animação Cultural
O conceito de “Animação Cultural” descrito no texto é de grande interesse, pois aborda a ideia de pertencimento, de função e de comportamento. Ressalta-se, portanto, a necessidade de preservação da cultura, ao afirmar que, enquanto o termo não for compreendido como um conjunto lúdico, mas apenas como bens materiais, a cultura continuará ameaçada pela ação humana. Isso se deve, principalmente, às crescentes inovações, que tornam os objetos facilmente substituíveis e destituídos de valor. Além disso, destaca-se a proposta inovadora da época, em que um único objeto é capaz de realizar diversas funções simultaneamente — algo que, anteriormente, apenas vários objetos juntos poderiam fazer. Com isso, perde-se a valorização dos objetos e desenvolve-se um apego extremo a um único item, ainda que por um curto período de tempo. Para concluir a reflexão sobre o termo, é importante destacar o papel atribuído aos objetos ao longo do texto. Ele envolve a ideia de que os objetos não são apenas itens materiais, mas sim expressões do comportamento humano, com um papel ativo nas relações sociais e culturais. Isso implica que eles condicionam comportamentos, simbolizam vínculos e fazem parte do pertencimento de um grupo. O conceito de animação é reforçado ao se afirmar que os objetos não são meramente produtos da produção humana, mas sim manifestações programadas do comportamento humano. Ou seja, os objetos não existem apenas para ocupar espaço, mas para condicionar e refletir as ações humanas. Por isso, o texto defende a ideia de pertencimento e simbolismo dos objetos nas relações humanas e em seu conceito de Animação Cultural, desmistificando a ideia de objeto fixo e desprovido de essência.
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